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terça-feira, 5 de maio de 2015

DIA DE DESERTO E ENTRADA DO GRAND CANYON.

Caros amigos,

Hoje o dia rendeu muito. Saímos cedo, logo após o café! Logo que saímos tentei ir até Kingman pela lendária 66. Fiz por ela cerca de 20 milhas e desisti. Neste ponto a estrada está totalmente abandonada e como estava sozinho com a Heloisa e com moto inapropriada para esse tipo de piso, terminei, na primeira oportunidade, voltando para a autopista. No final até foi bom, porque no trecho seguinte havia alguns pontos dessa rota fechados. Encontrei alguns motociclistas que tentaram seguir por ela e tiveram que voltar, aumentando bastante a viagem.

Entre Kingman e Seligman, no entanto, fizemos sempre pela 66. Como a moto conta com sistema de som, foi só colocar o controle de cruzeiro e ligar uma boa rádio de rock, com volume no máximo, e aproveitar o melhor deste trecho da viagem.  Afinal, estamos no Arizona!

Apesar de lindo, foram quase 600 km no dia de hoje. Quando chegou no final da tarde o tempo nublou e frio pegou. Chegamos em Williams com muito frio. Para compensar fomos jantar em um restaurante mexicano e agora quase que estamos ligando o ar condicionado no gelado.

William é a porta de entrada para o Grand Canyon. Uma cidade fundada em 1801 e que, acho, ficou por lá. Mas muito legal.  Muito bem cuidada. No entanto, deserto! O deserto tem seus encantos e seu grande volume de problemas. Para quem está viajando, no entanto, é só beleza. Mas observando os desertos pelos quais já passei, acho que ele é mesmo democrático (um dia desenvolvo isso).

Amanhã o dia será dedicado ao Grand Canyon! Talvez a gente consiga chegar em Las Vegas ainda amanhã. Acho que vai mesmo faltar tempo para este trajeto. Vou contando quando puder. 

Vamos ver se consigo publicar algumas fotos.

Abraços e beijos.














Entrou definitivamente no clima!



Abastecendo em outro tempo!


Porque tudo isso combina com Coca Cola





segunda-feira, 4 de maio de 2015

DE HARLEY PELO DESERTO!

É isso aí meus caros amigos, para aqueles que duvidavam (não se preocupem porque eu era um deles) aqui estou eu, nos Estados Unidos, na Rota 66 e andando de Harley Davidson. Pior do que tudo: gostando muito!

Além do que disse acima, hoje foi um dia mesmo atípico no meu estilo de viajar. Cheguei na Eaglerider já perto de 9,30 h. Aquilo lá é um mundo a parte. Muitíssimas motos e grupos e pessoas do mundo inteiro circulando para apanhar ou para devolver motos. Apresentei meu voucher e fui encaminhado para o local de espera para receber a moto. Lá estavam esperando os integrantes de um grupo de franceses que estava saindo com 25 motos. Depois de uma longa espera, portando, fui receber a Fatboy que havia locado. Nesse momento me dei conta que as malas laterais que estavam nela e que não poderiam ser trocadas era muito pequenas. Não caberia nem o pouco que já havíamos programado. Resolvi então fazer uma mudança de planos e consegui um Street Glider. Logicamente que após a mudança da documentação entrei na fila novamente. Agora estava na minha frente um grupo de quatro motos de escandinavos. Resultado, saí tarde da loja e gastei os 25 Km entre a loja e o hotel, com bom volume de trânsito para ir me acostumando com o novo estilo e nova moto.

Cheguei no hotel de volta para apanhar a Heloisa por volta de 12,30 h. Para quem acompanha minhas viagens ou me acompanha em viagens sabe que esta é a hora que já estou quase parando. Mas não para por aí. Queríamos comprar um cartão de telefone para contatos aqui e para internet sem depender de wifi do hotel, pois podemos precisar na estradas. Então fizemos mais alguns bons quilômetros dentro de Los Angeles para ir até uma das lojas da AT&T. Gastamos mais o tempo de configuração do telefone. Terminamos saindo efetivamente de Los Angeles por volta de 14,00 horas. 

Valeu a pena a demora e tudo mais. O GPS da moto está programado para evitar autopista e viemos por uma vias secundárias maravilhosas. Subimos por uma estrada chamada Snow Crest. Não sei mesmo quantos metros subimos mas penso que estivemos próximo de 2000 metros. 

Almoçamos em um típico restaurante de montanha e descemos em direção ao deserto do Mohave. Agora estamos em Barstow, no meio do deserto e na beira da lendária Rota 66.

Continuo gostando muito da California. Ainda não encontrei uma pessoa que tenha atendido mal ou de má vontade em qualquer bar, loja, restaurante, supermercado. Na estrada em qualquer lugar que se passa por um motociclista a saudação é de lei e efusiva. 

Hoje, no entanto, vou ficar devendo, em razão mesmo do atraso na saída, mais fotografias. Mas claro que apresentarei a vocês a moto que nos acompanha, duas fotos de paradouros onde estivemos, e algumas fotos esquisitas minha e da Heloisa, mas a ideia era mesmo a de fotografar o ambiente do restaurante e, para não ficar chato, nos usamos com pretexto. Havia inclusive problema de luminosidade e vocês verão que só o lugar justifica fotos tão ruins.

Um abraço a todos! Amanhã teremos um dia longo. 












domingo, 3 de maio de 2015

EM LOS ANGELES - HOLLYWOOD!

Caros amigos,

Hoje foi dia do primeiro contato com a costa oeste americana. Devo confessar que já estou gostando. 

Pela manhã tomamos o metro para irmos até a loja de motos. Em razão de obras no dia de hoje ele estava limitado até o meio do caminho. Na havia qualquer indicação e só tomamos conhecimento disso quando chegamos em uma determinada estação. Desistimos dessa atividade e nos dirigimos para o centro de Los Angeles. Uma boa caminhada para esticar as pernas, porque ontem estivemos algumas horas sentados. 

Em determinado momento da caminhada paramos em uma loja da Starbucks para um café. Depois de fazer o pedido, fui ao banheiro e a Heloisa ficou esperando para receber os produtos. Quando voltei ela, por não encontrar lugar, solicitou permissão para sentar em uma mesa em que estava já sentado um cidadão. Cheguei depois à mesa e estabelecemos uma demorada conversa com o nosso primeiro amigo nestes lados do mundo. Trata-se de Rudof A. Porter, um fagotista e ator (o que só fomos saber muito depois de ele comentar que adora o Brasil e que a melhor bebida da vida é caipirinha, etc) e maestro especializado em música de câmara. Contamos sobre a viagem. Metade da manhã aproveitamos aí, sentados novamente. Mas valeu muito.

Voltamos para Hollywood e caminhamos por uma feira dessas de domingo e pela Hollywood Boulevard no ritmos de passeio. Ricardo, irias gostar muito de uma loja de discos de vinil que encontramos na caminhada. Nunca vi nada igual. Aliás, todos os discos, entre vinil e CD, que já vi na minha vida, não chegam a 10% do que havia ali. Vou publicar abaixo uma foto do prédio.

Agora, antes de sair para a noite, aproveito para comentar e publicar algumas poucas fotos.



Heloisa em uma feira, é só alegria!





sábado, 2 de maio de 2015

CHEGADA!

Agora são 11,30 horas em Los Angeles e acabamos de chegar no hotel. Apesar das 12,30 h de voo, não foi assim tão cansativo. O voo da Korean Air confirmou o mesmo padrão de um outro que havia feito com a mesma companhia há aproximadamente quatro anos atrás.

Por hoje a única mensagem é esta. Vou descansar mas queria deixar para os familiares a notícia da chegada. 

Boa noite a todos, embora todos lerão somente já na manhã de domingo.

Abraços. 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

NOVA AVENTURA

Caros amigos e companheiros de viagem,

No sábado embarcamos, Heloisa e eu, para os Estados Unidos para um passeio de moto. Iniciaremos a viagem propriamente dita na segunda-feira, quando pegaremos uma Harley-Davidson, Fat Boy, como convém, para explorar um pequeno trecho da lendária Rota 66. Sem um rumo definido, deveremos visitar o Grand Canyon e Las Vegas. Achamos que Harley e Las Vegas combinam muito. 

Depois dessa pequena introdução de seis dias, voltaremos para Los Angeles e, no dia seguinte e na mesma empresa, pegaremos uma Triumph Tiger 800 e seguiremos viagem pelos Parques Nacionais. Quais? Com certeza Yosemite e Yellowstone. Os outros dependerão de tempo, clima, estado de espirito, capacidade da moto, enfim muitas variáveis. Nos dois primeiros não ocorrem as variáveis? Sim! Mas para eles a disposição é privilegiar o tempo, não ligar para clima ruim, apelar para Red Bul, ir de táxi, enfim, superar variáveis! 

A boa notícia (para nós) é que na segunda etapa, por um bom período, contaremos com a companhia de Rosiane Campos e Hamilton Caminha Júnior, dupla inseparável e grande companheiros. 

São grandes as expectativas. Contando com a companhia das garupas virtuais de sempre, vamos contando a história da viagem e matando saudade.

Estou levando o SPOT, que espero funcione durante todo o trajeto desta vez. Para nos acompanhar basta copiar e colar o endereço na barra de procura. Tentei várias vezes acessar com mero click no endereço e não obtive sucesso. O endereço está no pé da página, indicado como viagem da Patagonia, mas ainda é o mesmo. Renovo aqui: http://share.findmespot.com/shared/faces/viewspots.jsp?glId=0cYTKVT3MjVsmuZgTEHqyHzRxmlvSjqfG.

Abraço a todos. Nos encontramos aqui na segunda.

domingo, 5 de outubro de 2014

MARRAKECH, SUA PRAÇA, E FINAL DA VIAGEM.

Meus caros,

Como disse antes, a agenda esteve bem movimentada nas últimas horas. 

Depois da última publicação tivemos um bom jantar em Ait Ben Hadu para enfrentar longos 189 Km no dia seguinte. Pena que esta turma não se interessou em conhecer as casas abandonadas de Ait Ben Hadu, sobre as quais falei no tour passado e está publicado neste blog. 

No dia seguinte partimos para o trecho de viagem mais curto de toda a viagem, mas o mais complicado de todos: Ait Ben Hadu a Marrkech. Neste trecho passamos o Atlas novamente, em ponto mais alto do que quando descemos pelo leste. O problema maior é que se trata de uma zona densamente povoada e com um trânsito batente intenso. Além disso, a estrada é estreita e com muitas curvas. Nessas curvas, muitas vezes, os caminhões e ônibus necessitam usar pelo menos um pista e meia para completar a manobra da curva, invadindo, por consequência a pista contrária. Como a moto é o veículo menor e mais frágil, termina pagando o preço. É preciso sair da pista! Trata-se, como já haverão de ter concluído, de um trecho de pilotagem muito atenta e tensa. Claro que a paisagem compensa, mas é preciso mais esforço para ver a paisagem e cuidar o trânsito. Mas vale muito a pena. Um trecho curto em distância, mas enorme em termos de tempo. Neste trajeto estivemos em uma cooperativa de mulheres que produz o óleo de Argan. 

Chegamos em Marrakech no meio da tarde. Tempo suficiente para um rápido banho e aproveitar para visitar o mercado, curtir a praça de todos os sons, todas as cores e todos os cheiros exigentes. Encontramos em um ponto marcado e fomos jantar na praça. Quase um menu degustação da culinária marroquina.

No dois dias seguintes fizemos trechos maiores, mas agora já pela auto-pista de um Marrocos mais moderno do que encontramos até então. No primeiro dia fizemos Marrakech-Tarifa e, no segundo, Tarifa-Lisboa. Quando pensávamos que não haveria mais nada para ver, Carlos Martins nos surpreende com uma rota pelo interior de Espanha e Portugal que envolve passar por Mértola. Viagem de filme! Encerramos com chave do ouro o Tour Marrocos Premium Motoxplorers.

O resultado final da viagem foi estamento positivo. A competência da Motoxplorers, representada por todos, mas neste estávamos com Carlos Martins e Antonio, se fez presente como em todas as viagens que fiz. O grupo (como grupo de viagem de motos) foi coeso, competente e muito unido. Durante todo o passeio houve respeito ao tempo (e aos demais por consequência) e todos pilotaram de forma bastante igual. Não houve qualquer incidente e nem alguém que tenha pilotado pior ou mostrando ser melhor que os outros. Nenhum mínimo arranhão nas motos. Sairam e chegaram iguais, ressalvada a quantidade de terra adquirida especialmente no deserto. Valeu muito a atuação de cada um!

No mais, só tenho agradecer a todos os que estiveram nesta viagem (muitos são leitores do blog agora) e todos os que acompanharam virtualmente a jornada. 

Beijos e abraço e até uma próxima viagem.











quarta-feira, 1 de outubro de 2014

GARGANTAS DO TODRA E DO DADES E AIT BEN HADU

Meus caros,

O por do sol nas dunas de Merzouga, que havia visto o ano passado em um passei de quadriciclo, assisti agora em um passeio de dromedário. Fenomenal! Não sei se o fato de estar acostumado com o quadri e em razão de o equipamento que locamos estarem com manutenção precária, eu gostei muito mais do passeio deste ano. Além do mais, tivemos uma enorme sorte. O tempo estava bem claro e o contraste das dunas com o azul do céu estava intenso. 

Depois de um bom banho um jantar ao ar livre, de frente para as dunas e coberto de estrelas, enfeitado por uma lua crescente adequada para o "ambiente".

No dia seguinte saímos de Merzouga por volta de 8,30 horas em direção Tinghir, para visitar a Garganta do Todra. Esse lugar é maravilhoso. Voltar lá foi impressionante, porque parecia a primeira vez. O mesmo espanto, o mesmo encanto! Esta vez, no entanto, não paramos no mesmo hotel da vez anterior. O hotel muito superior. Uma construção recente, feita pelo próprio dono do hotel e sua família. Mas a nota alta foi o jantar (feito por um chefe). Entrada uma salada de massa bifum com legumes servindo de cama para uma cozinha da asa do frango recheada com legumes da própria horta. No prato principal: perdizes ao molho de champinhon, com legumes cozidos, abobrinha empanada e batatas salteadas. A sobremesa um bolo de chocolate e sorvete de morango. Todos os legumes e frutas do próprio quintal.

Hoje saímos do hotel em direção à garganta do Dades e passamos (duas vezes) por uma estrada eleita como uma das mais bonitas do mundo. O almoço foi pizza em Uarzazate e depois direto para o hotel. Como me lembrava, piscina de água aquecida para acompanhar um indefectível gin/tônica. Agora aguardando o jantar e aproveitando para enviar notícias.

Por um lado, saudade e vontade de voltar, por outro, no entanto, a vontade de que o tour durasse algum tempo mais. 

Beijos e abraços.