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quarta-feira, 26 de abril de 2017

em Sa Pa

Caros amigos,

Ontem não publiquei nada aqui porque a internet do hotel não era das melhores. Consegui mandar algumas mensagens e até algumas fotos, mas alimentar o blog era demais.

Serpenteamos pelas montanhas do norte do Laos e do Vietnã. Impressionante a mudança que acontece de um lado para o outro da montanha. O Vietnã tem uma uma beleza bem mais rústica e mais forte. Terminamos o dia de ontem Dien Bien, local onde os vietnamitas impuseram uma expressiva derrota aos franceses em 1954 que determinou a retirada da França do território e decretou o fim da longa dominação.

Hoje pela manhã visitamos a colina onde se deu a batalha e o museu da cidade. Os Vietnamitas têm muito orgulho desse feito. Muitas crianças tendo aulas diretamente nesses lugares.

Depois das visitas saímos novamente por um vale e seguimos o curso do rio. Tomamos um café em Doanh Nghiep e almoçamos em Phong Tho. Sempre andamos por paisagens maravilhosas. No entanto, a última etapa da viagem foi impressionando. Seguimos na direção de Sa Pa, onde estamos agora e passamos por um dos lugares mais bonitos que já conheci. A grandiosidade das montanhas e as luzes do final do dia fizeram com que valesse cada minuto e cada centavo gastos para chegar aqui.  Nunca conseguirei agradecer suficientemente o Carlos Azevedo pelo convite. Aliás, estou nesta viagem em razão da companhia de amigos que nela iria encontrar. Quando soube que nela estariam Marco Cardoso, Rui Silva e Luis Pereira, além do Carlos, é certo, não tive dúvida de que queria faze-la. No entanto, a surpresa estava reservada para hoje. Além das companhias, ainda tivemos a surpresa de encontrar a referida paisagem. Pior que nesse momento haviam acabado todas as baterias: do celular e das máquinas fotográficas. Disso, portanto, não restou nenhuma foto.

O trânsito no Vietnã é mais intenso que o do Laos. Parece que lá foi uma boa preparação. Quase a mesma coisa, mas com o dobro de búfalos, cachorros, crianças, homens e mulheres na estrada, o quadruplo de caminhões e pelo menos cinquenta vezes mais motonetas. Tudo sem uma regra muito clara. O que se pressupõe seja contramão é de trânsito normal para eles. Interessante que em Dien Bien na primeira vez que atravessei a rua quase fui atropelado, porque queria ver o movimento das motos. Logo me dei conta de que para atravessar a rua não há que olhar para nada. É só atravessar. Os veículos vão desviar normalmente e tudo funciona.

Devo confessar que o "caos" (para os nosso padrões) me fascina muito mais que a organização. Adoro viajar por trânsitos considerados caóticos. Como não há nada certo, também há nada errado. Com isso, não tem ninguém querendo organizar e tudo funciona em razão do engajamento de todos. Penso que se algo acontece com um grupo com o nosso, a culpa será seguramente nossa que pretendemos encontrar alguma lógica que esteja relacionada com nossa cultura. Com as motos estamos nos comportando como ao atravessar a rua. Entramos sem olhar para os lados (olha-se somente para a frente e em um ângulo estreito para o lado. E lá vamos nós!

Estou gostando muito deste lado do mundo. Pensei que estranharia a comida, mas a cada dia ela me surpreende mais, positivamente.

Abraços a todos.




































segunda-feira, 24 de abril de 2017

Chiag Mai - Muang Xai

Caros amigos.

Ontem saímos de Chiang Mai e chegamos em Muang Xai já no Laos. Com os procedimentos de fronteira e com as paradas de praxe, levamos cerca de 10 horas para cumprir 300 Km. Dentro da previsão!

Uma estrada muito bonita a da passagem pelas região de serra do norte do Laos. No entanto, uma estrada estreita que, em razão do tamanho dos caminhões vira quase uma única pista onde tudo acontece. No briefing pela manhã foi dito que poderíamos encontrar porcos, bodes, galinhas, homens, mulheres, crianças, motonetas, caminhões etc. atravessando a pista. Eu acreditei, mas pensei que alguns pudessem não estar lá. Todos estavam! E ao mesmo tempo! Os conceitos vão mudando na vida. Agora já penso que as estradas do Marrocos são verdadeiras free ways.

Estamos agora saindo do hotel para mais uma jornada. Com mais calma vou escrever mais quando no próximo hotel.

Em razão da segurança, poucas as fotos do dia.

Abraços a todos.







domingo, 23 de abril de 2017

HOJE EM DIREÇÃO ÀS MOTOS!

Caros amigos,

Estamos partindo em breve em direção às motos. Assim, a publicação de hoje é só para dizer que estou bem. 

Ontem pela manhã fiz um excelente passeio enquanto esperava os demais e depois da chegada fizemos um belo passeio pelo rio para assistir o pôr do sol navegando pela cidade antiga. Voltamos a noite para a região do hotel. Antes da chegada encontramos um simpático restaurante tipicamente tailandês e terminamos jantando ali mesmo, já que todos estavam com muita fome. Depois disso um gin com tônica para aumentar o sono.

Hoje levantamos cedo para visitar o Buda Deitado e todo o templo enquanto esperávamos o transfer. O templo do Buda é mesmo impressionante. O melhor todavia, foi a volta para o hotel, todo o grupo a bordo de três tuk tuk. Três em cada um. Incentivados, os pilotos resolveram apostar corrida por entre os carros e por vielas que parecia que não cabia somente um e eles faziam ultrapassagens inacreditáveis. Diversão garantida!

Apanhamos as bagagens no hotel e voamos para Chiang Rai, na costa do Rio Mekong, onde as motos estão nos esperando. Acabamos de chegar e não poderia deixar de escrever para dar notícias a todos. Agora vou para a preparação do que vai na moto e dos equipamentos. O plano é jantar aqui mesmo no hotel, assinar os contratos da moto e receber o primeiro briefing.

Seguem algumas fotos.

Abraços e beijos.

 












Nas margens do lendário Rio Mekong

sexta-feira, 21 de abril de 2017

TAILANDIA

Caros amigos e serguidores,

Depois de uma jornada de aviões e aeroportos que nem me animo muito a calcular em horas, estou aqui em Bangkok para iniciar uma nova viagem de motocicleta pela Tailândia, Laos e Vietnã. A convite do amigo Carlos Azevedo estamos aqui para uma viagem entre pilotos amigos e convidados. Estarão no grupo, além do Carlos, Luis Pereira, Marco Cid, Sergio Rosa, Marco Cardoso, Rui Silva, João Jacob, Mariano Garcia e eu. 

Ainda espero pelos demais aqui em Bangkok. Todos os demais devem chegar juntos hoje próximo do meio dia.

Apesar de longa, a viagem foi excelente. O mais demorado aqui foi a fila para passar pelo sistema de controle de saúde. A imigração foi rapidíssima. O caminho do aeroporto ao hotel também foi um pouco demorado porque o trânsito é muito intenso. 

Instalado em hotel nas margens do Rio Chao Phraya e com vista para ele, tomei um banho e saí imediatamente para a rua. Era preciso não olhar para a cama para forçar um acerto de fuso o mais rápido possível. Fiz uma caminhada longa para tirar o efeito do voo e depois apanhei um metrô de superfície (na verdade elevado) e fui para a região do principal centro comercial. 

A primeira impressão é muito boa. Bangkok é uma  cidade extremamente diferente para a nossa cultura, mas ao mesmo tempo tão acolhedora que parece que já estive aqui muitas vezes antes. 

Voltei ao hotel já passavam de 20,00 horas. Tente primeiro marcar lugar no Restaurante Anna, mas foi impossível naquele horário em uma sexta-feira. Decidi então que jantaria em um dos restaurantes do hotel. Antes de ir ao quarto fui dar uma olhada nos restaurantes para definir para qual iria. Ao chegar no bar me deparei com um trio tocando blues. Foi inevitável, chamei uma cerveja e me joguei em um dos sofás e viajei novamente.

Um banho e desci para jantar. Escolhi um restaurante com serviço de buffet para provar um pouco de todos os produtos e para sentir a culinária tailandesa. Não vou descrever logicamente o prato, mas posso afirmar que a primeira impressão foi excelente. 

Depois do jantar o sono e o cansaço me venceram. 

Não deixou de me chamar atenção durante a caminhada o visível predomínio da Toyota, em todos os segmentos de carro. Depois vem a Honda e logo em seguida a Mercedes. Evidente que não se trata de uma estatística séria mas foi um sentimento desde o momento que saí do aeroporto e durante toda a caminhada. Em nenhum outro lugar vi tantos carros da marca Toyota.

Ontem saí sem minha máquina fotográfica. O que restou foi alguma foto tiras com o celular e especialmente da vista que tenho a partir do hotel e na direção do rio. Para não dizer que não falei de fotos, publico algumas abaixo. Quase variações sobre o mesmo tema.

Abraços e beijos.

Ontem no momento da chegada ao hotel


Trilho do metrô elevado

Impressionante trabalho em bronze
Estátua em frente ao imponente prédio dos Correios

Mesma imagem da chegada na noite

Amanhecer de hoje

segunda-feira, 17 de abril de 2017

NOVA VIAGEM

Caros amigos e seguidores,

Nos próximos dias estarei iniciando uma nova viagem de moto. Penso que no dia 22 já estarei colocando aqui as primeiras informações e talvez as primeiras fotos. Conto com a companhia de todos em mais essa aventura.
Abraços.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ENCERRANDO A VIAGEM.

Caros amigos e seguidores,

Conforme prometido e como é habitual, hoje é dia de fechamento da viagem com os comentários finais.

Foram 12.200 Km aproximadamente, realizados em 31 dias. A viagem sofreu modificação na sua execução, quando decidimos que não realizaríamos o pequeno trecho de litoral previsto inicialmente para fixarmos nossos sentido e olhares somente na parte interior do Brasil, o que justificou ainda mais o nome Expedição  Brasil Profundo. O nome era uma intuição, porque o recorrido foi mesmo para o fundo, para dentro. E foi para dentro do Brasil, mas foi para o fundo de nós mesmos. Uma viagem para mudar conceitos.

Claro que, não precisaria dizer, mas em tempos de redes sociais (que este blog não integra, mas nunca se sabe), todos os conceitos são a partir de nossos olhares e dos lugares que passamos. Fizemos um longo percurso mas ainda consiste em uma pequena amostra do País e sua Gente.

Quando falava que iria fazer a viagem muito ouvi dizer para cuidar com as estradas, com lugares violentos e, até, que deveria levar um galão de gasolina extra para o caso de não encontrar posto. Outros falaram que teríamos problemas com a comida nos lugares iriamos passar. Nada disso aconteceu. As estradas ruins foram exclusividade de Minas Gerais. Todos, mas todos mesmo, Estados no Norte/Nordeste foram percorridos por estradas excepcionalmente boas. Para ser fiel, cerca de 20 Km do percurso entre Cidade de Goiás e Jaraguá, em Goiás, e cerca de mais ou menos isso entre Gurupi e Palmas e, ainda, 6 Km na chegada de Filadelfia, no Tocantins, foram os trechos em que tive que diminuir a velocidade em razão de buracos. Só fui encontrar estrada péssima na volta, saindo da Bahia e entrando em Minas Gerais (até Montes Claros). Em nenhum momento estive com menos de meio tanque de combustível. Postos e restaurantes a vontade! Comida boa em todos os postos e em restaurantes ao longo das estradas. Também não tivemos qualquer momento de ficar apreensivo ou desconfiamos da segurança. Passamos no comentado polígono da maconha e encontramos um pouco mais de policiamento, mas pessoalmente nada que alterasse nosso sentimento de conforto.

Quando procuramos estrada para o divertimento e a aventura encontramos o que queríamos. Pilotar no Jalapão e em estradas da Chapada das Mesas foi extremamente divertido. Areia para não reclamar. Por vezes alguns degraus, para ver se a TR4 se garantia, e um pouco de lama também integraram o cardápio.

Falando sobre o carro, não poderíamos ter sido mais felizes quando escolhemos viajar de TR4. Sou fã do carro de longa data, mas esta viagem mostrou mais ainda. Viagens longas, três trechos se aproximando de 1.000 km em um dia, sem qualquer cansaço.  Gastamos mais é verdade, mas valeu cada centavo em razão do conforto, da confiança e das possibilidades que propiciou em todos os terrenos.

O melhor de tudo mesmo foi o povo que encontramos. Eu já estive muitas vezes no Norte e no Nordeste, mas a parte mais expressiva dessas vezes foi profissionalmente e encontrando pessoas que estavam envolvidas nessa relação. Normal, nesse caso, que a cordialidade e a simpatia se manifestem pelo tipo de circunstância em que o relacionamento está amparado. Agora foi totalmente diferente, salvo os casos específicos em que encontrei meus parentes e amigos e que relatei antes, a convivência diária foi com pessoas que nunca havia visto e que possivelmente não verei mais. Todas pessoas que encontrava em um restaurante, um bar, na pousada ou caminhando na rua, tinham um cumprimento e um sorriso, quando não um momento de prosa se as circunstâncias assim determinassem. Chegamos a estranhar quando de volta a Minas, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o tratamento cordial não passa de um protocolo comercial. Bem atendidos, é verdade, por atendentes de todo e qualquer setor, mas nenhum cumprimento fora disso.

Sempre elegemos em toda a viagem algo que teria sido dispensável visitar, ou porque não gostamos mesmo ou porque não esteve adequado ao espírito e aos propósitos da viagem. Neste caso, a nossa "Las Vegas" foi Caldas Novas e o dia no Hot Park nas Termas do Rio Quente. Poderíamos ter gastado melhor aquele tempo. Não é reclamação, é constatação.
Sempre elegemos em toda a viagem algo que teria sido dispensável visitar, ou porque não gostamos mesmo ou porque não esteve adequado ao espírito e aos propósitos da viagem. Neste caso, a nossa "Las Vegas" foi Caldas Novas e o dia no Hot Park nas Termas do Rio Quente. Poderíamos ter gastado melhor aquele tempo. Não é reclamação, é constatação. Talvez em outra circunstância pudesse ou possa ser legal, mas para o perfil da viagem foi fora de contexto.

Para registrar o que encontramos de melhor em termos de alimentação, somente para lembrar depois quando alguém precise de uma dica: melhor pizza, Pizzaria Lua de Sâo de Jorge, Chapada dos Veadeiros; Melhor restaurante de São Jorge, Risoteria Santo Cerrado; Melhor Picanha, Churrascaria em São Raimundo Nonato, no Piauí (no ponto e macia); melhor prato de todos: não lembro o nome, mas foi um spaghetti de cacau sobre uma cama de pesto cítrico frio e camarão seco do restaurante Cozinha Aberta, em Lençóis, na Chapada Diamantina. Eis a foto.
Nenhum texto alternativo automático disponível.

 
Com isso, encerro a viagem e convido a todos para uma nova que começa em 19 de abril (só o que digo agora).

Vejam quem passou nosso caminho em algum momento


Cemitério Bizantino - Mocugê, Chapada Diamantina, BA.