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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

COMEÇOU!

Começou! Começou! Começou! gritaria entusiasmado Galvão Bueno se fosse contratado para narrar a viagem. Nós, no entanto, simplesmente estamos anunciando que começou a esperada viagem. Nem dá para adjetivar com "tão esperada" porque passou muito rápido desde o início da preparação. O tempo passou rápido e nós fomos ao encontro dele para ajudar. Esclareço: pegaríamos a estrada no dia 01 de setembro, bem cedo. Depois evoluímos para sair no período da tarde do dia anterior. Veio a ideia de dois dias de licença e então poderíamos já sair no domingo, depois sábado. Mas saímos hoje. 

Muito interessante sair em viagem um dia antes de começar a viagem. As motos foram revisadas, ajustados os componentes, trocados todos os líquidos e, melhor, foram calçadas com pneus novos. Outro veículo. É preciso acostumar com o novo ajuste para as marchas, o peso da embreagem, a dosagem do freio, o grip dos pneus, e a regulagem do acelerador com a vontade de abrir o gás. Como a viagem a Curitiba é corriqueira nas nossas vidas, a atenção ficou concentrada nas motos e na pilotagem. O tempo enferruscado não ofereceu nenhuma paisagem digna de nota. 

Saímos de Florianópolis, exatamente na hora marcada com um tempo fechado e sem chuva, com temperatura entre 20 e 22 graus. Foi assim até Joinville, onde fizemos a primeira a única parada, mas somente para abastecer. Nem mesmo um café. No início da subida da serra passamos a ser acompanhado de neblina e uma garoa muito fina e já pela metade estávamos com 13 graus de temperatura. No alto da serra tivemos 12 graus e voltamos aos 13, que é exatamente a temperatura de agora. 

A pilotagem foi tranquila e mantivemos uma boa média sem velocidade digna de nota.

Nos instalamos no Batel pela proximidade com muitos e bons restaurantes. Optamos hoje por comida mexicana. Estava mesmo muito boa.

Já havíamos ajustado as máquinas, restava refinar, ao menos parcialmente, o trajeto, que estava até agora (e acho até que permanece) um pouco disperso. Mas já dá para ter uma ideia.

Vai ainda cerca de dois dias para acertar a dinâmica das malas, mochilas e todos os cabos e carregadores usados no apartamento do hotel e/ou na moto. Ainda fica algum deslocado e não totalmente funcional. Mas teremos tempos para aperfeiçoar.

Na verdade sair hoje somente fracionou o trajeto de um dia, não havendo modificação nos dias que se seguirão. A vantagem é que amanhã, que será um dia de pilotagem com boa parte com chuva e com bom trecho de pista simples, estreita e de asfalto ruim, poderemos ir com mais calma e, inclusive, sair com um pouco mais de folga do hotel.

Para o primeiro dia, acho que já foi informação demais. Amanhã, sem promessa, volto para detalhar o trecho do dia. 

Boa noite para todos e espero contar com a companhia de todos pelos próximo não sei quantos dias... 

Algumas fotos só para marcar a hora da saída. 








quinta-feira, 26 de agosto de 2021

CHEGANDO A HORA

     Motos revisadas e com pneus novos, agora o problema está somente em conter a ansiedade para a partida. 

    O trajeto já sofreu alguns reajustes, exatamente pelo fato de ser pensado para ser flexível. 

    A preocupação neste momento fica por conta do clima, especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais que, segundo informações de amigo que estava rodando por lá: faz frio no período da noite e calor intenso durante o dia. De outro lado, há esperança que com o treinamento que temos por aqui consigamos resistir bem essas oscilações. 

    Ainda paira dúvida sobre a primeira etapa da viagem. Iremos sexta até Curitiba ou no sábado direto em algum lugar no estado de São Paulo. 

   Aguardem os próximos passos. 

    Ficou estranho esta publicação, mas ela esta servindo de teste de funcionamento e também de redutor de ansiedade.

    Abraço a todos. Até breve.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

AINDA SOBRE A NOVA VIAGEM

 Caros amigos e seguidores.

Dando continuidade à preparação da viagem, no final de semana do dia 07 e 08 passados Davi e eu fizemos uma viagem para o ajuste fino da sintonia e para fazermos quilometragem que se aproxime da prevista para a revisão normal das motos, para evitar inspeção durante o curso da viagem. 

No primeira tocada fomos direto a Treze Tílias, onde fizemos um lanche/almoço em uma padaria. Terminado o convescote, resolvemos que seria muito cedo para procurar uma hospedagem e resolvemos seguir adiante e pilotamos na direção de Erechim. Ainda em Treze Tílias havíamos mapeado um hotel, mas só resolvemos mesmo quando já lá estávamos.

Jantamos em uma tradicional cantina italiana, mas que havia trocado de dono naqueles dias. Já não é a mesma coisa, mas encontramos um bom vinho e ficou tudo certo.

No dia seguinte partimos na direção de Gaurama, Viadutos e curtimos uma linda estrada de terra entre esta última cidade e Maximiliano de Almeida. Depois fomos a Machadinho. Em Machadinho nos separamos, tendo o Davi voltado para Florianópolis e eu seguido em direção a Porto Alegre. A descida da serra entre Vacaria e Novo Hamburgo, pela BR 116, foi especial. O dia estava propicio para uma viagem de moto por aquela estrada cênica.

Voltei para Florianópolis no domingo, depois de almoçar com o pai em Capão da Canoa para comemorar o dia dele. 

Esta é uma publicação de espera para a viagem que inicia efetivamente no dia 28 de agosto. Até lá! Ou a qualquer momento com novas informações.

Abraços

sexta-feira, 16 de julho de 2021

UMA NOVA VIAGEM

 Bom dia amigos e seguidores.

Finalmente, após quase dois anos sem uma viagem de mais longo curso, ou seja, daquelas que vale a pena relatar. Agora iniciamos um projeto novo. Nós próximos dias, Davi do Espirito Santo e eu faremos a primeira etapa de um recorrido que se cumprirá em sua maior parte em setembro. 

A ideia é subir o Brasil do Chuí, onde iremos amanhã e voltaremos na segunda, até pelo menos Belém. Depois faremos alguns outros trajetos pelo Nordeste. Este plano ainda está em construção e logo noticiarei aqui. 

Por enquanto estou testando se o blog ainda funciona... (depois de tanto tempo) e anunciado aos amigos que logo teremos novidades.

Prometo que retorno na próxima semana para falar sobre a ida ao Chuí. 

Abraços a todos.


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Neuquén a Lujan e Uruguai.

Em três dias tivemos uma impressionante explosão de imagens e cores. Como já havia relatado, saímos de Pucón e viajamos até Neuquén. No dia seguinte cumprimos cerca de 1.200 Km em um só dia, chegando a Lujan no final da tarde de domingo. Nesse trajeto passamos quase toda a estrada que havíamos percorrido na ida. A diferença é que fizemos um trecho entre General Roca e muito próximo de General Acha, que deixamos de lado quando descemos. Neste itinerário quase 2/3 do percurso bem que poderia receber o título de "estrada mais solitária do mundo", desbancando a Rota 50 dos Estados Unidos. Não há abastecimento e nem mesmo uma casa para pedir ajuda se precisar de algo. São mais de 350 Km no qual passamos por dois carros. A vantagem é que deu para compensar a distância e aumentar um pouco a velocidade. 
Não estava totalmente programada, embora fosse uma possibilidade, a passagem pelo Uruguai. Saímos de Lujan e fomos dormir ontem em Santana do Livramento. O principal motivo desse caminho foi o de comermos um "pancho", tomar um pomelo da Paso de Los Toros e comer um bom cordeiro Uruguaio. Esta parte foi cumprida com louvor.
Foram vários os microssistemas geográficos vivenciados em tão pouco tempo.
O que vale comentar é que como iriamos somente passar pelo Uruguai, resolvi não fazer câmbio e, se preciso, pagaria o combustível com cartão de crédito. Esqueci que teria na rota duas praças de pedágio. Quando vi estava na primeira delas, próximo de Artigas. Então parei o carro para indagar o preço do pedágio e onde poderia fazer câmbio. O policial estranhou a pergunta e me informou que eu poderia pagar o pedágio também com pesos argentinos, reais, pesos chilenos ou mesmo dólares. Isso eu não sabia porque sempre fiz câmbio e paguei com pesos uruguaios. Coloquei o carro junto ao guichê de cobrança e conversei com a atendente (uma senhora muito simpática) e disse que estava surpreso. Ela sorriu e disse que no Brasil os uruguaios não têm a mesma sorte. Reconheci que não somos mesmo amigáveis com os visitantes. Ela lembrou que a Argentina e o Chile também não o são. Então disse a ela que exatamente por isso eu entendo que o Uruguai é o melhor país da América. Ela abriu ainda mais o sorriso e agradeceu por encontrar alguém que diga isso. Eu me despedi com o convencimento aumentado na proporção do sorriso dela.
Na fronteira entre Uruguai e Brasil (Rivera e Santana do Livramento) recebemos o mesmo tratamento com que fomos brindados durante toda a viagem. A cordialidade foi a tônica. Encerramos com chave de ouro com o atendimento de uma policial federal que foi gentilíssima e conversou sobre viagem de forma que parecia que nos conhecíamos de loga data. Foram seis passagens fronteiriças exemplares. 
Aliás, é preciso reconhecer também a mudança drástica de comportamento da Policia Caminera da Argentina. Fomos parados em duas oportunidades para conferir documentos e controle de deslocamento. Em ambas o tratamento foi gentil e profissional. Preciso fazer esse registro porque não foram poucas as vezes que critiquei os policiais argentinos. Tenho várias e longas histórias de  péssimo atendimento e de achaque.  Também registro para que outras pessoas que eventualmente pensem viajar de moto ou carro pela Argentina não sejam envenenadas por conceitos advindos de outros tempos. Já a policia chilena continua a cordialidade de sempre. 
Por fim, o último registro para encerrar a viagem (já que agora estamos em Porto Alegre e amanhã retornamos para casa) é ao mesmo tempo lamentável e um alento. Falo sobre o deplorável fato de que em pleno 2020 ainda seja necessário a incessante luta das mulheres para se libertarem de manifestações constantes de violência. O alento é verificar como o movimento tomou e vem tomando uma dimensão planetária e ganhando uma força nunca visto antes. Durante toda a viagem e nos lugares mais distantes e de difícil acesso as mulheres estão informadas e lutando de forma expressiva. Recolhi algumas dessas manifestações em fotos que publico aqui com o duplo sentimento que animou a tomada.
Até a próxima.
Espero que não demore muito.










sábado, 14 de dezembro de 2019

De Castro para Pucón e depois Neuquén.

Ontem deixamos Castro e a Ilha de Chiloé em direção à chamada Araucania Lacustre. Para tanto passamos por um bom trecho da Região dos Lagos e da Região dos Rios. 
Fomos pela Panamericana até Los Lagos, uma vez que já havíamos feito por estrada de terra todo o contorno do Fiorde e chegado por aí a Puerto Varas. Em Los Lagos abandonamos a estrada principal e nos dirigimos até Villarrica e daí a Pucón por vias secundárias, vendo lagos e rios e passando por simpáticos lugarejos. Uma viagem maravilhosa e sem muita pressa para chegar. 
Tangenciamos Villarrica e nos dirigimos diretamente a Pucón para rever aquela cidade que nos impressionou anos atrás dada a sua organização e a beleza dos seus prédios. Agora voltou a nos impressionar pelo tamanho que tomou e pela mesma organização. Uma cidade turística e muito agradável. Belas lojas, ruas limpas, bons restaurantes.
Desta vez, no entanto, traímos os chilenos porque fomos jantar em um restaurante típico uruguaio. Fui levado a ele pelo aroma que havia sentido quase uma quadra antes. Estávamos nos dirigindo para um outro lugar muito bonito, quando acusei o golpe desferido pelo olfato. Penso que nunca havia comido um morcilla igual. Como prato principal um "asado de tira" que ficará registrado na memória. Bem, o vinho era chileno e isso tempera um pouco a anunciada traição.
O objetivo de voltar a Pucón, na verdade, era o de estarmos bem colocados para fazermos a viagem de hoje. Há algum tempo estávamos viajando por essa região, descendo a Panamericana desde Santiago e em direção a San Carlos de Bariloche. Viagem em família em companhia de Narcisio e Dirlei. Sabíamos que uma das passagens fronteiriças entre Chile e Argentina era (e é) o denominado Mamuil Malal. Naquela oportunidade a estrada era praticamente toda de ripio. Na parte do chile começava pouco depois de Pucón e na da Argentina quase até Junin de Los Andes. Estávamos com carros não apropriados para a estrada e, então, desistindo da empreitada e seguindo para Puerto Varas e Puerto Varas Montt e voltando para passar na altura de Osorno na passagem chamada Cardenal Antonio Samore, um dos dois com asfalto na época (o outro era o Los Libertadores, que havíamos passado para o Chile). Ficou a fantasia de fazer essa passagem. Hoje realizamos integralmente o desejo antigo. Valeu a pena.
Seguramente um dos mais bonitos "pasos fronteirizos" pela diversidade das paisagens desde a altitude chilena até patagônia com ares de pampa da argentina. Como troféu maior está o de passar exatamente ao pé do vulcão Lanin. Majestoso! Já o havia visto de outros ângulos, mas estar exatamente na sua base foi impactante. 
Durante a viagem alternamos decisões entre ir mais rápido e acelerar nosso retorno para casa (a saudade já está mais aguda) ou aproveitar ao máximo essa decida. Venceu a segunda. Estamos em Neuquém. Cumprimos hoje míseros 560 Km. Mas foi mais uma vez uma decisão acertada.
Amanhã seguiremos sem um lugar definido para o pernoite, mas sendo certo que iremos na direção de Lujan (Provincia de Buenos Aires) e que no outro dia deveremos cruzar o Uruguai em algum ponto. De qualquer forma, como tem acontecido nos últimos dias, podemos mudar de ideia a qualquer momento. Vejamos! Conto em outro momento.








quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

De Hornopirén a Castro.

Depois da acertada decisão da assembléia geral, sobre a qual falei anteriormente, e sob a influência de um bom pisco sour e, ainda, considerando a beleza do hotel que encontramos em Castro, Capital da Ilha de Chiloé, decidimos ampliar o prazo de estada por aqui. 
Ontem jantamos no hotel e provamos (comemos mesmo!), a aprovamos, um prato famoso da ilha que se chama Curanto (foto abaixo). Um experiência gastronômica para ficar registrada na memória para sempre. Trata-se de um mix de mariscos (nunca vi tantas conchas diferentes) com um tipos de embutidos de porco e pedaços de frango. Tudo é cozido sobre pedras quentes e cobertos por um enorme quantidade de palhas. É um prato simplesmente fantástico e muito diferente. 
Com mais tempo fomos até Quellón o último ponto ao sul da Ilha Grande de Chiloé e onde termina ou começa da Rodovia Panamericana que liga o Chile ao Alasca, cruzando 12 países, e tem a extensão de 22.000 Km. 
Almoçamos em um restaurante típico da região e pela primeira vez comemos Congrio em posta e feito em caldo. Realmente muito bom. Aliás, o aroma do restaurante, que tinha a cozinha aberta bem no meio do salão, indicava de pronto o que viria a ser o sabor dos pratos.
Um dos orgulhos dos Chilotes são as suas igrejas (pequenas igrejas), que possuem uma técnica particular de construção que rendeu o reconhecimento da Unesco e elegeu 16, das mais de 70 existentes, Patrimônio da Humanidade. Além de constituirem uma escola própria de arquitetura, estão entre as poucas construções em madeira do século XVII.  Há um importante segmento turístico envolvendo a visitação da Rota das Igrejas. Não fizemos a rota, mas passamos por algumas delas e registramos essas visitas ocasionais.
Atingimos hoje o ponto mais distante ao oeste da viagem. O ponto mais afastado ao sul foi Caleta Tortel. 
Jantaremos novamente no hotel e amanhã começarmos o retorno. Agora será como na vinda. Aproveitaremos ao máximo o tempo de deslocamento, já que todo o trajeto é por demais conhecido. 
Narcísio e Dirlei, vários são os momentos que sentimos saudade daquela viagem de algum tempo atrás, quando singrávamos mares até então não navegados. 
Quando der tempo farei comentários sobre impressões e situações vivenciadas nestes dias. 
As últimas fotos publicadas hoje fazem parte de uma série que chamei de "Janelas para a Patagônia".