Caros seguidores,
Hoje foi um dia tranquilo. Visitamos alguns lugares das cercanias da cidade. Ponto máximo do dia foi o Glaciar Martial. Sem outras novidades, aproveito hoje para publicar fotos.
O dia de hoje, ao que parece, não teve temperatura maior que 10 graus. Agora deve estar na casa dos 7 graus.
Abraço a todos.
sábado, 12 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
É o fim do mundo!
Caros amigos,
Ontem (dia 10) saímos por volta de 8,00 horas da manhã de Rio Gallegos para chegar por volta de 18,00 horas em Ushuaia. O trecho não é muito longo, são cerca de 600 Km, mas o fato de ter que fazer duas vezes os trâmites de fronteira, sair da Argentina e entrar no Chile e sair do Chile para entrar na Argentina, termina gastando um bom tempo de viagem. Há também um trecho de cerca de 100 Km de estrada de terra (ripio) no Chile que não ruim, mas comparando com os trechos que pegamos na Argentina, este é bem pior. Claro que eu fiquei louco para estar de moto. Certamente seria uma curtição ainda maior.
Apesar da reclamação de algumas pessoas que fizeram o mesmo trajeto, encontramos funcionários argentinos e chilenos muito competentes e gentis. Toda a demora se deve aos trâmites normais de fronteira.
Estando aqui dá para entender a disputa desse território entre Argentina e Chile.
Os últimos 100 Km antes de chegar a Ushuaia valem a viagem toda. Uma paisagem deslumbrante. Chegamos com temperatura agradável, talvez 17 graus. Em determinado momento paramos em um mirante do Lago Fegnano e encontramos dois casais de argentinos. Um de Buenos Aires e outro de La Pampa. Começamos um conversa tão agradável que terminei esquecendo que estava em viagem. Quando estava quase aceitando um chimarrão, a Heloisa me lembrou que ainda tínhamos quase 90 Km pela frente. Muito legal foi que em determinado momento, no meio da conversa, eu afirmei que gostava de dirigir. Nesse momento uma das mulheres me disse: "essa parte a gente já entendeu!", quem vem de Florianópolis dirigindo o tempo todo... Muitos risos do grupo.
Chegamos em Ushuaia, deixamos as coisas no hotel e saímos para o reconhecimento do centro e para comer alguma coisa. A recepção gastronômica foi excelente! Depois, uma volta de mapeamento das lojinhas e voltamos para o hotel. A surpresa foi nos darmos conta de que ainda era "final de tarde" e o relógio já marcava 23,00 horas (meia-noite, portanto, no Brasil). Não era mais hora para publicar no blog!
Hoje dedicamos o dia para visitar o Parque Nacional da Terra do Fogo. Chegamos até a Bahia de Lapataia, completando, assim, a Ruta 3 e chegando ao ponto mais austral que se pode ir de automóvel. A visita ao parque consome todo o dia e ainda é pouco. Como estávamos de carro, conseguimos ir a todos os cantos, mesmo aqueles em que os carros de turismo normalmente não vão.
Foi um dia fantástico! A temperatura não deve ter passado de 13 graus e agora estamos com aproximadamente 7 graus. Efeito de vento e de um pouco de chuva. Mas a chuva não atrapalhou em nada no passeio, pois ela só aparecia nos momentos em estávamos de alguma forma abrigados em algum lugar.
Ficaremos aqui até segunda-feira, quando partimos na direção de Puerto Natales, via Punta Arenas. Talvez eu publique algo amanhã, mas o mais certo é que seja no domingo após os passeios do dia.
Um grande abraço a todos.
Vejam essas duas fotos, tiradas da janela do nosso quarto no hotel. Observem que na primeira está caindo um intensa chuva e na seguinte há um sol intenso entre as nuvens. Entre uma foto e outra não passaram mais de quinze minutos.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
De Puerto Madryn a Rio Gallegos por Caleta Olivia.
Caros amigos,
Ontem foi irritante a velocidade do wi-fi do hotel. Aliás, uma surpresa porque estivemos hospedado lá no Projeto Rota 40 e naquela oportunidade a conexão foi normal. Então deixei para publicar hoje (se tudo desse certo, é claro). Como deu, ou parece que sim, uma vez que não enviei o texto. Vou tentar então.
Quando saímos de Puerto Madryn o fizemos com a intenção mesmo de chegar a Caleta Olivia cedo, primeiro porque é uma época de muito turismo na região e sempre é difícil encontrar hotel quando chega ao final da tarde. Os argentinos também não marcam hotel de somente procuram quando chegam na cidade. A vantagem para nós é que eles chegam bem mais tarde. Todos sabem que meu horário é o de partir cedo e tentar me acomodar no máximo no meio da tarde. Em Caleta Olivia conseguimos o último quarto do hotel que queríamos: Costanera del Sur. Tiramos algumas fotos do carro mesmo. Toda essa correria deu-se pelo fato de que eu gostaria de conhecer Puerto Deseado (era próprio um desejo). Assim, garantimos o hotel em Caleta e seguimos viagem até Puerto Deseado (200 Km adiante do nosso destino do dia, o que determinou uma viagem de 400 Km depois de termos feito cerca de 600 Km). Não dá para dizer que fiquei decepcionado porque tenho claro agora que Puerto Deseado é para ser curtido no que ela tem de natureza. Como não tínhamos tempo para isso, circulamos pela cidade, que não tem nada de charme. Aliás, uma cidade até meio desajeitada. Uma base aero naval e portuária, muito sem graça.
Voltamos e aproveitamos para abastecer, jantar, sacar dinheiro e dormir para continuar o dia de hoje.
Hoje valeu muito. Apesar do maior trecho de estrada direto, ainda fizemos 100 Km mais para conhecer o bosque petrificado. Valeu muito a pena! Agradeço aos que insistiram para que eu fizesse esta programação.
Pela primeira vez no percurso tive problema com abastecimento de diesel. É e continua sendo normal os problemas de abastecimento com gasolina na patagônia e muito raro acontecer o mesmo com diesel. Não tivesse obedecido a regra de ouro da Patagônia - abastecer sempre que encontrar um posto, independente da distância percorrida - teria tido problemas para seguir a viagem.
Desde que saí de casa vinha prometendo para Heloisa uma parada no Le Marchand, ao menos para comer algumas empanadas. Me preparei desde então para desfrutar esse regalo da vida. O que aconteceu? Estava "cerrado"! O cartaz só informava isso - "cerrado"-, sem dizer se isso é definitivo, se é por férias ou se somente por hoje. Estou esperando que seja qualquer das hipóteses temporárias, porque o fechamento do Le Marchand seria uma perda para a patagônia, para a Argentina, para a América ou, talvez, para o mundo... rsrsrs. Fala aí Paulo Cezar!
O que vale mesmo dizer aqui é que a viagem está correndo muito bem. Completo a quarta viagem à Patagônia e posso afirmar que sempre me encanta!
Amanhã partimos para Ushuaia.
Vou tentar, então, postar algumas fotos.
Um grande abraço para todos.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Península Valdes
Caros amigos,
Hoje foi um dia intenso. Apesar da chuva de ontem a noite, que durou até madrugada, hoje amanheceu um dia maravilhoso. O único inconveniente foi o vento. Muito mais forte que o habitual. Tanto assim que as atividades de navegação foram suspensas. Eu iria fazer um mergulho, mas não consegui.
No entanto, nenhum arrependimento por não ter feito o mergulho. Deu para explorar melhor o Golfo Novo e a Península Valdes.
É impossível descrever o que vimos hoje, mas deixo registrado que vale qualquer viagem somente para explorar esta região da Patagônia que, para nós brasileiros, é sempre um aproveitamento de viagem ao sul da Argentina. Uma passagem. Mas vale muito a pena ser um o objetivo da viagem.
Estivemos em todos os lugares de lobos marinhos e os vimos em grande quantidade. Além disso, vimos pinguins, baleia (orca), elefante marinho, focas e guanacos.
Em termos de quilometragem fizemos quase o mesmo que os trechos que temos feito em um dia. Foram mais de 450 Km por paisagens deslumbrantes.
Hoje não vou conseguir publicar fotos porque a bateria do computador está terminando. Vou carregar durante a noite e amanhã, se tudo der certo, publicarei fotos de hoje e amanhã.
Vou descansar para amanhã colocar o pé na estrada novamente.
Abraços para todos.
Hoje foi um dia intenso. Apesar da chuva de ontem a noite, que durou até madrugada, hoje amanheceu um dia maravilhoso. O único inconveniente foi o vento. Muito mais forte que o habitual. Tanto assim que as atividades de navegação foram suspensas. Eu iria fazer um mergulho, mas não consegui.
No entanto, nenhum arrependimento por não ter feito o mergulho. Deu para explorar melhor o Golfo Novo e a Península Valdes.
É impossível descrever o que vimos hoje, mas deixo registrado que vale qualquer viagem somente para explorar esta região da Patagônia que, para nós brasileiros, é sempre um aproveitamento de viagem ao sul da Argentina. Uma passagem. Mas vale muito a pena ser um o objetivo da viagem.
Estivemos em todos os lugares de lobos marinhos e os vimos em grande quantidade. Além disso, vimos pinguins, baleia (orca), elefante marinho, focas e guanacos.
Em termos de quilometragem fizemos quase o mesmo que os trechos que temos feito em um dia. Foram mais de 450 Km por paisagens deslumbrantes.
Hoje não vou conseguir publicar fotos porque a bateria do computador está terminando. Vou carregar durante a noite e amanhã, se tudo der certo, publicarei fotos de hoje e amanhã.
Vou descansar para amanhã colocar o pé na estrada novamente.
Abraços para todos.
domingo, 6 de janeiro de 2013
De Lujan a Puerto Madryn via Bahia Blanca.
Caros amigos,
Ontem optei por não fazer publicação para desfrutar um pouco mais de Bahia Blanca, que é uma cidade que gosto. Faltou passar por Olavarria desta vez, então descontei tudo em Bahia Blanca.
A viagem foi muito tranquila até Bahia Blanca, tanto que por incrível que pareça, nesse trecho de viagem todos os postos de combustível aceitaram cartão de crédito. O mesmo ocorreu com os hotéis de Lujan e Bahia Blanca, o mesmo não aconteceu com o restaurante no jantar de ontem.
Quero deixar claro que quando falei na preocupação com o fato de os lugares não aceitarem cartão de crédito, o fiz porque sempre me preocupa mesmo a segurança. É que quando as pessoas tomam conhecimento de que hotéis, restaurantes e postos de combustíveis não recebem pagamento por essa forma a primeira ilação é de que os turistas estão viajando com dinheiro vivo e com soma suficiente para encarar uma viagem. Nem sempre é verdade, porque a gente termina sacando no banco diariamente. Mas sempre há preocupação que o raciocínio antes referido leve a que alguém possa querer conferir a hipótese e terminar colocando em risco o turista. Agora, concordo plenamente com os Argentinos que, muito mais politizados que "nosotros", há muito tempo estabeleceram uma queda de braço com as administradoras de cartão e, com isso, vêm derrubando as taxas de administração ao longo do tempo. Ciclicamente alguns setores suspendem o recebimento com cartão e iniciam nova negociação. O nosso desconforto não pode ser óbice a essa conduta dos argentinos, que é justa e legítima.
Voltando à viagem, foi muito interessante caminharmos ontem, véspera do feriado de Reis pela praça e pelo centro de Bahia Blanca e acompanhar toda a movimentação que o "Natal" deles gera. Últimas compras, correrias, restaurantes cheios... Melhor ainda é que não tínhamos nem um compromisso com isso...
Fomos jantar na Sociedad Vasca, onde voltei a comer, e a Heloisa inaugurou, um prato que eu Paulo Cezar degustamos na viagem da Ruta 40 (tem foto no blog anterior) chamado Colchon de Abadejo. Um prato maravilhoso acompanhado de um bom Sirah da Ruttini. Ao final, como cortesia, ainda ganhamos uma taça de um espumante maravilhoso, mas que não consegui saber o nome. Não quis perturbar as garçonetes que já estavam atrapalhadas com o movimento intenso do lugar.
Hoje seguimos direto para Puerto Madryn, onde ficaremos até terça. Queremos explorar com calma a Península Valdes. Vamos ver o que nos espera. Amanhã conto mais...
Quando estávamos em território brasileiro o que notamos é que, em relação aos anos anteriores, foi bem menor o número de argentinos em direção às praias brasileiras. Evidente que sempre há um bom número deles viajando no Brasil, mas não na mesma quantidade que registramos em outras oportunidades em que nem conseguíamos hotel no trajeto. Este ano havia vagas em todos os hotéis que consultamos. O mesmo ocorre agora em território argentino. Nos mais de 2.000 Km rodados até agora, somente encontramos alguns motoqueiros do Paraná (quatro motos e um carro de apoio) que iam para San Carlos de Bariloche. Não passamos por mais nenhum carro ou uma moto. Não encontramos mais ninguém falando português. Até agora, por isso, estamos sem problemas com vagas de hotéis (que continue assim - em relação às vagas, não ao fato de não encontrar brasileiros, claro).
Abraços a todos.
| Catedral de Lujan e Praça dos Museus |
| Catedral de Lujan e Praça dos Museus |
| Entre Lujan e Bahia Blanca |
| Bahia Blanca |
| Bahia Blanca |
| Bahia Blanca |
| Entre Bahia Blanca e Puerto Madryn |
| Cehgando em Puerto Madryn |
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Uruguaiana a Lujan
Caros amigos,
Hoje optamos por fazer um trajeto menor do que aquele que poderíamos ter feito. Aliás, penso que nos próximos dias será assim.
Saímos de Uruguaiana 7,30 horas da manhã e entramos na argentina às 7,00 horas. É que como a Argentina não tem horário de verão, terminamos ganhando 1,00 hora.
A grande proeza do dia foi passar por toda a Provincia de Entre Rios sem levar uma "multa" ou achaque de policial. Fui parado em uma das áreas de controle, mas o policial gentilmente verificou a documentação e os equipamentos de segurança do veículo e me liberou desejando boa viagem e sem pedir uma "contribuição". É verdade que viajei o tempo todo abaixo da velocidade máxima permitida e bastante atento e não dei chance nem mesmo para dúvida. Quase morri de sono, confesso!
Ainda que vagarosamente, a viagem foi excelente.
O grande problema da Argentina, pelo menos até aqui, é que a grande maioria dos lugares não aceita mais cartão de crédito. Para dar um exemplo, entre Uruguaiana e Luján, onde estamos, nenhum posto aceitou qualquer cartão. O mesmo está ocorrendo com hotéis e restaurantes. O único hotel que aceitou foi o que terminamos ficando hospedados. É impressionante o número de restaurantes nos quais se encontra afixado na porta o aviso de que o recebimento de cartões está suspenso.
Vamos ver o que ocorre na sequência. Não gosto mais de andar com dinheiro no bolso. Desacostumei. Me sinto tão inseguro quando não consigo pagar com cartão que até admito a hipótese de retornar se a situação piorar na direção do sul.
Optamos por ficar em Luján, que fica distante 73 Km de Buenos Aires, porque já estamos na rota para Bahia Blanca e porque o guia que temos da Argentina registra ser uma das cidades da região com maior atrativo turístico. Realmente, uma cidadezinha muito agradável, mas o turismo daqui é religioso, em torno da Virgem de Luján, cuja história ainda não consegui entender.
Tentei tirar algumas fotos de parte da cidade, mas já sai tarde do hotel e as que tirei não ficaram legal. Para aqueles que não vivem sem elas, algumas fotos tiradas na estrada (em andamento). Não estão muito boas, mas foi o que deu para arranjar...
Beijos.
Hoje optamos por fazer um trajeto menor do que aquele que poderíamos ter feito. Aliás, penso que nos próximos dias será assim.
Saímos de Uruguaiana 7,30 horas da manhã e entramos na argentina às 7,00 horas. É que como a Argentina não tem horário de verão, terminamos ganhando 1,00 hora.
A grande proeza do dia foi passar por toda a Provincia de Entre Rios sem levar uma "multa" ou achaque de policial. Fui parado em uma das áreas de controle, mas o policial gentilmente verificou a documentação e os equipamentos de segurança do veículo e me liberou desejando boa viagem e sem pedir uma "contribuição". É verdade que viajei o tempo todo abaixo da velocidade máxima permitida e bastante atento e não dei chance nem mesmo para dúvida. Quase morri de sono, confesso!
Ainda que vagarosamente, a viagem foi excelente.
O grande problema da Argentina, pelo menos até aqui, é que a grande maioria dos lugares não aceita mais cartão de crédito. Para dar um exemplo, entre Uruguaiana e Luján, onde estamos, nenhum posto aceitou qualquer cartão. O mesmo está ocorrendo com hotéis e restaurantes. O único hotel que aceitou foi o que terminamos ficando hospedados. É impressionante o número de restaurantes nos quais se encontra afixado na porta o aviso de que o recebimento de cartões está suspenso.
Vamos ver o que ocorre na sequência. Não gosto mais de andar com dinheiro no bolso. Desacostumei. Me sinto tão inseguro quando não consigo pagar com cartão que até admito a hipótese de retornar se a situação piorar na direção do sul.
Optamos por ficar em Luján, que fica distante 73 Km de Buenos Aires, porque já estamos na rota para Bahia Blanca e porque o guia que temos da Argentina registra ser uma das cidades da região com maior atrativo turístico. Realmente, uma cidadezinha muito agradável, mas o turismo daqui é religioso, em torno da Virgem de Luján, cuja história ainda não consegui entender.
Tentei tirar algumas fotos de parte da cidade, mas já sai tarde do hotel e as que tirei não ficaram legal. Para aqueles que não vivem sem elas, algumas fotos tiradas na estrada (em andamento). Não estão muito boas, mas foi o que deu para arranjar...
Beijos.
| Luján |
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