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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

FIM DE FESTA! (ou quase)

Caríssimos amigos e seguidores.

Primeiro gostaria de registrar a companhia também do Paulo Cezar, do Douglas e da Renata. Faço tardiamente porque não havia visto antes os comentários em razão da relatada lentidão da internet nos lugares onde a encontrei.

Hoje chegamos a Victoria Falls e encerramos a parte terrestre do passeio. Amanhã Johannesburgo e na segunda dia todo de vôos de volta para casa. 

Foi a viagem mais complicada do ponto de vista de comunicação. O blog quase que perdeu o sentido, uma vez que ele somente tem a finalidade de informar onde ando e como estou. 

Como já havia deixado consignado, terminamos o nosso tour em Kasane, muito próximo de Victória Falls. A partir de Kasane fizemos um Safari pelo Parque Nacional Chobe e conseguimos ver Hipopótamos, Crocodilos, Girafa, Elefantes, Mongooses além de muitas aves. No final da tarde, fizemos novamente um Safári, agora aquático, pelo Rio Chobe e margeando o parque antes referido e, novamente, encontramos muitos animais. O objetivo maior do passeio, no entanto, era observar o por do sol no Rio Chobe e o atingimos de forma excepcional. Um por do sol que nenhuma foto será capaz de expressar.

Hoje pela manhã chegamos a Victoria Falls, no Zimbabue, cumprindo pouco menos de 5.000 km. Fiquei impressionado com as cataratas, embora não seja esta a época em que ela está na sua plenitude. Logo que chegamos, fomos direto para o parque das cataratas e, logo após o almoço, fiz um tour de helicóptero para ver aquele cenário de um ângulo mais privilegiado. Valeu a pena porque além das cataratas sobrevoamos o Parque Zambezi e o rio do mesmo nome. Assim que cheguei no hotel fui convidado para um passeio de barco nas mesmas condições a mesma finalidade do anteriormente relatado, somente que agora no Rio Zambezi, entre Zimbábue e Zambia. Estou chegando agora do jantar de despedida.

Confesso que esta viagem ficou com sabor de querer mais com intensidade maior do que todas as outras.

Peço desculpas pela falha desta vez. Acho que não tem muita graça contar depois o que aconteceu. Quando escrevo aqui, gosto de relatar o que aconteceu no dia e o faço sem procurar a melhor forma de escrever e sem revisão. Logo, não farei agora um resumo. Certamente contarei a viagem a cada um naquela velha forma de falar que me é peculiar.

Obrigado a todos vocês pela companhia e pela torcida.

Beijos e abraços.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PELA ROTA DOS ELEFANTES

Caros amigos e seguidores!

Hoje pela manhã saímos de Netwetwe em direção a Kasane. Estamos então nas fronteiras de Namíbia, Zâmbia, Botswana e Zimbábue. 
Foram somente 440 km, mas de muito calor.

Fomos aos poucos nos afastando do Kalahari e passamos pela região de dois grandes parques, um em Botswana e outro no Zimibabue, subindo a chamada "rota dos elefantes".

Eles efetivamente estavam lá! Impressionante ver aos animais nas proximidades  da estrada. Uma dupla passou bem na frente do carro de apoio.

Praticamente terminamos o tour de motocicletas. Amanhã faremos um Safari no Parque Chobe e no dia seguinte somente entraremos no Zimbábue até Victoria Falls. 

Pena que (quase terminou).

Pena também fique tudo tem conspirado  contra as publicações no blog. Acabou de "pifar" o MacBook (essa maravilha da tecnologia, segundo alguns). Espero não ter perdido definitivamente as fotos. Assim que eu chegar em casa e retomar um Windows (que também não funciona, mas é menos arrogante que esta m... da Apple) eu tento publicar as que sobrarem.

Estou digitando no tablete. Logo, peço desculpas pelos erros, porque é difícil trabalhar aqui.


Beijos e abraços.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

RETOMANDO A COMUNICAÇÃO DESDE BOTSWANA

Meus caros amigos e seguidores.

Depois de muito tempo sem internet, vou tentar publicar um texto, porque foto na velocidade que tenho hoje não se pode nem pensar. O texto também será curto porque, se for, vai demorar para poder ser publicado. 

Desde que saímos da Namibia, no dia seguinte àquele que relatei anteriormente, sobre o jantar, entramos em Botswana exatamente no deserto do Kalahari. No primeiro dia ficamos em um lodge que é, na verdade, um acampamento. Dormimos em barracas em lugar que parecia um grande camping, com banheiros longe e coletivos. As barracas, no entanto, estavam longe de forma que quando se saia dela, parecia que estávamos sem ninguém em volta.

No dia seguinte dormimos na margem de um braço do delta do Okavango, onde ficamos um dia para um expedição de mokoro, uma canoa típica do lugar.

Hoje mais alguns quilometros de Kalahari (que merece um comentário especial em outro momento) e fizemos um safari em salar que, segundo consta, tem o tamanho da Suíça.

Meus caros, esperando que este texto seja publicado, para dar notícias, prometo voltar pelo menos em três dias de Victoria Falls.

Abraço a todos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

NA CAPITAL DA NAMIBIA

Caros amigos e seguidores.

Hoje saímos cedo de Sossusvlei em direção a Windhoek, capital da Namibia. O percurso foi relativamente curto, pois rodamos somente cerca de 340 Km, sendo que destes em off-road forma 180 Km. O trecho mais curto, mas, ao mesmo tempo, o mais bonito e o mais complicado de todos até agora. O mais bonito porque passamos em sequência de montanhas, chegando a 1700 metros, com um off-road maravilhoso para ser curtido cada momento. Mas o mais complicado porque nos últimos 100 km nos deparamos com um areião e pedra solta que valeu cada minuto os cursos realizados. Confesso que sem eles, Edson Mesadri, eu teria no mínimo desistido.

A viagem tem sido muito intensa em todos os sentidos. Em um deles, não tem também me sobrado tempo para muita coisa. Agora mesmo estou escrevendo já dormindo ao computador, porque chegamos do jantar, arrumei a mala e amanhã saímos muito cedo. Espero a compreensão para este detalhe.

Conto, no entanto, que hoje jantamos no lendário Joe's Beerhouse em Windhoek, embora estejamos em hotel nas proximidades da cidade em lugar maravilhoso. Hoje pedi um prato, na tradição de experimentar de tudo um pouco dos lugares,  no qual vinham as carnes de crocodilo, zebra, Oryx, Kudu e avestruz. Estava uma verdadeira maravilha. Todas as carnes muito boas.

Bem, não vou me alongar porque hoje, contraditoriamente, tem internet mas estou no limite do sono.. 

Seguem algumas poucas fotos...

Beijos e abraços.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DESERTO DA NAMÍBIA

Meus amigos e companheiros de viagem,

Tem sido difícil conseguir internet com velocidade e sem tempo. Não sei se conseguirei publicar fotos ou, mais uma vez, vou ficar no texto somente para dar notícias de onde ando.

Ontem, como relatei, entramos na Namibia, mas ficamos instalados logo após a fronteira. O hotel, como também relatei era excelente. Quando eu publicar fotos verão que ele, inclusive, se dá ao luxo de ter a própria água mineral, com engarrafamento industrial, para consumo dos hospedes.

Hoje o dia foi duro (embora nem de longe possa ser comparado com o que virá amanhã). Está certo que vocês deverão duvidar quando eu contar que saímos do hotel 10,00 horas da manhã, mas a verdade é que foram 260 Km de off-road mas sob um calor escaldante que, em determinado momento, minha moto registrou 42 graus centígrados e a de um outro viajante acusou 45 graus. De outro lado, há um cansaço especial pela pilotagem em off-road com a necessidade constante de correção do rumo da moto. Acho que hoje devo jantar cedo e dormir muito mais cedo, porque amanhã sairemos para a estrada assim que o dia amanhecer, ou seja, por volta de 6,00 horas.

Visitamos hoje, consta, o segundo maior canyon do mundo, perdendo apenas para o do Gran Canyon do Colorado. O Fish River Canyon é impressionando, especialmente no lugar que fomos visitar, na altura da Table Montain da Namibia. Depois voltamos e nos instalamos exatamente no início do Canyon, em um hotel de águas Termais Chamado Ai-Ais. Já cheguei direto ao banho e entrei com toda a roupa de motociclismo no box, abri o chuveiro no frio (como se pudesse encontrar água fria aqui). Aproveitei o sabonete líquido do hotel e tirei um pouco da quantidade de terra que estava impregnada na roupa.

Hoje o sol do deserto me deu mostras do seu poder. Estou usando muito filtro solar (fator 60) e com aplicação em vários momentos do dia. Levo o filtro no bolso da jaqueta. Mesmo assim, como há um espaço entre a jaqueta e a luva de verão, sofri uma queimadura bem expressiva em ambos os punhos. Amanhã, mesmo que com calor forte, terei que seguir viagem com luvas altas e fechadas. 

O texto acima foi produzido no word dois dias atrás para ser publicado rapidamente uma vez que conseguisse conexão. No entanto, só a encontrei agora e, feita a colagem, sigo com o improviso de sempre no texto.

Primeiro devo contar que o dia de ontem (como era previsto e anunciei acima) foi o mais complicado, mas ao mesmo tempo o mais desafiador e, provavelmente, o que restará integralmente desta viagem. Claro que pelas paisagens pelas quais passamos, mas especialmente pelas condições de pilotagem.

Foram 670 Km de pura terra e 13 de pilotagem. Saímos do hotel 5,17 h da madrugada (ficamos esperando amanhecer ao lado das motos para não perder tempo) e chegamos ao destino exatamente 18, 17 h. Cortamos bom pedaço do Deserto da Namibia em pista próxima do rípio (alguns lugares muito bons, ainda que escorregadios e outros com mais cascalho que gostaríamos) com pilotagem preponderantemente em pé. Em algumas oportunidades a moto tentava se tornar independente e achar caminhos tortuosos, necessitando enérgica correção.  A chegada foi emocionante, nos abraçamos todos em estado êxtase e quase incrédulos de ter vencido a distância, o off-road e o calor brutal do deserto. A quantidade de alegria mantinha uma perfeita simetria com a quantidade de terra que tínhamos em nossas roupas, botas, luvas, malas, capacetes. Em menos de 10 minutos estávamos todos na piscina tomando um merecido gim/tônica (um Bombay Sphere, patrocinado por Carlos Azevedo/Motoxplorers).

Depois do jantar pretendia acessar a internet, mas, por incrível que pareça, aqui o sinal de internet tem horário para fechar... rs. Por isso é que agora não estou na piscina, pois queria contar um pouco e informar onde estou.

Estamos agora em um hotel Chamado Deserto da Namíbia, localizado em lugar magnífico, nas proximidades de uma cidadezinha chamada Solitaire. 

Hoje foi um dia considerado de "descanso". Na verdade, o descanso foi somente o de pilotagem, porque acordamos 4,00 h e saímos do hotel 5,00 h para conhecer as famosas dunas de Sossusvleli, entre elas, uma região que era um lago que secou, chamado deadvlei. Por mais que eu tenha tirado fotos  em grande quantidade e ainda que eu as publique e as explique, jamais terei possibilidade de representar minimamente o que a gente sente em estar ali. Chegamos no hotel por volta de 18,00 horas e corri para tentar esta publicação.

Vou agora publicar e tentarei depois publicar separadamente algumas fotos dos dois dias anterior, porque ainda na baixei as dos últimos. Sendo possível, volto. Não sendo, quando possível vou atualizando.

Abraços e beijos.


domingo, 3 de novembro de 2013

RUMO AO INTERIOR DA ÁFRICA!

Caros e queridos amigos e seguidores.

Ontem não consegui conexão de internet e, por isso, não houve qualquer notícia aqui. Já deixo o alerta a todos de que isso vai acontecer pelo menos duas vezes nos próximos dias.

Ontem começou a viagem propriamente dita. Saimos já tarde da Cidade do Cabo, por conta do atraso do voo (e cancelamento anterior) de dois companheiros de viagem. Tanto saímos tarde que não conseguimos chegar ao destino programado para o dia. Hoje, no entanto, já recuperamos, com folga, o atraso de ontem.

Seguimos por trecho inicial da asfalto, mas depois seguimos por um bom trecho de off-road, pelo qual prosseguimos hoje por outro bom trecho nas mesmas condições. A boa notícia é que a partir de agora, por pelo menos mais dois dias inteiros não encontraremos asfalto.

Poucas pessoas entenderão o prazer que é chegar com terra entre os dentes, nos olhos e sem saber onde termina o chão e começa a bota e calça de pilotagem. É mesmo um desafio! De outro lado, tudo isso acontece dentro de um show de paisagens belíssimas e contando com a luxuosa participação de um povo simpático e muito musical.

Acho que o fato de não ter internet um dia termina confundindo nosso relato. Gostaria tanto de fazer um relato circunstanciado ontem, que foi um dia intenso de paisagem e sentimentos, mas todos os de hoje, que são iguais em intensidade e tão diferentes nas especificidades, termina misturando tudo pelo turbilhão que cada dia nos impõe. Há a necessidade de dizer tanto, mas parece que revelar que esta viagem está superando todas as es(x)pectativas é suficiente. Novamente as fotos não conseguem traduzir tudo que vejo, mas servem para tentar dar idéia de tudo quanto sinto. A sensação de liberdade é recorrente em cada lugar em que estou só com a moto (e não são raros esses momentos) no meio de um continente tão estranho e tão diferente (embora em alguns momentos tão mais próximos do que quando estou na Europa).

Ontem ficamos em u lodge no meio do nada (ou quaase nada, posto que no interior do território dos leopardos). Um silêncio absoluto e coberto por um céu que não tem espaço para nenhuma outra estrela. Hoje em um hotel maravilhoso nas margens do Rio Orange, que divide África do Sul e Namibia, já no território deste último país.

Devido às condições de internet, não publicarei fotos. Tentarei amanhã. Hoje só mesmo para dar notícias.

Abraços e beijos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

JANTAR, GANSBAAI E O GRANDE TUBARÃO BRANCO

Meus caros amigos e seguidores.

Registro também a companhia da Ildete. Não sei agradeço como amigo ou chamo a atenção como orientador e recomendo pouco tempo aqui e mais tempo na tese... rsrsrs. Mariane também avisa no face que está na companhia. Seja, também bem vinda.

Começo relatando que ontem fomos jantar em um restaurante italiano indicado por Simon, o operador da Africa do Sul associado à Motoxplorers. O próprio Simon levou os vinhos. O jantar foi maravilhoso. Seguramente um dos melhores ossobuco e provavelmente o segundo melhor tiramisù de todos os tempos. Além disso, o preço foi um absurdo de barato. Nova rodada de conversas sobre viagem, o que tem multiplicado por dez a viagem que estamos fazendo. 

Mas o grande assunto que todos estão esperando é o relato do grande tubarão branco. Então, exatamente 7,10 h, conforme ficou combinado ontem, fomos apanhados no hotel e seguimos para Gansbaai, a meca da observação do mais temível dos mares. O mar estava agitado e já saímos praticamente voando nas ondas contrárias e extremamente altas. O marinheiro era um navegador de primeira. Viajamos com mar alto por cerca de 40 minutos até o local onde estava já apitada a gaiola. Dentro de poucos minutos um indivíduo deles aproximou do barco, como vocês deverão ver na foto abaixo. Deu o ar da graça e sumiu. Foi a primeira e última vez que vimos um grande tubarão branco. Depois de duas horas de espera, com roupas de mergulho e com o barco subindo e descendo ondas, com grande parte dos integrantes da delegação mareando, resolvemos retornar. Quando estávamos preparando para voltar, as condições de vento e mar pioraram consideravelmente. Valeu a viagem para assistir o espetáculo de navegação do marinheiro (que foi duramente advertido no final da viagem por um oficial da guarda marinha por ter demorado demais para desistir a ter que navegar naquelas condições). Confesso que essa parte eu curti muito. De outro lado, ainda conseguimos observar algumas baleias muito próximas do barco. Destas me recusei a tirar fotos, para não participar de observação de baleia a preço de tubarão branco... rsrsrs.

Não posso deixar de relatar que também foi de grande emoção a viagem na van, seja na ida, seja na volta. Na ida em especial porque chovia muito e ele se comportou como se fosse o Vetel, cheio de Red Bull... Uma loucura total! O problema é que ele não passava a mesma segurança do marinheiro... 

Registro, ainda, a surpresa com a Africa do Sul vista até agora. Tanto ontem, indo na direção do Cabo da Boa Esperança, como hoje, na direção a sudeste da Cidade do Cabo, a Africa do Sul tem se mostrado um país limpo e organizado. Algumas regiões de pobreza, mas mesmo assim, com um certo grau de organização nas espécies de favelas que eles têm e de um grau de limpeza das estradas, das ruas e todos os demais lugares públicos que é mesmo digno de registro.

Sem mais delongas, vou tentar mostrar algumas fotos de hoje.

Amanhã iniciamos mesmo a viagem de motos e não sei daqui para frente que internet teremos. Na medida do possível volto com notícias e fotos.





EIS O CARA!



Foi sem querer, mas observem a composição de cores nesta foto. Vantagens de abandonar a regulagem automática.